Gisele Bündchen: 'Governo precisa de política mais severa contra desmatamento'
03/03/2021
Em outubro de 2018, o então recém-eleito presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou sua intenção de fundir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente — medida vista com preocupação por ambientalistas, já que as duas pastas têm interesses muitas vezes conflitantes. Diversas vozes se posicionaram contra a decisão, entre elas a modelo Gisele Bündchen, que publicou uma carta aberta em sua conta do Instagram. "Fragilizar a autoridade representada pelo Ministério do Meio Ambiente, no momento em que as preocupações com as ameaças da mudança climática e do desmatamento se intensificam, pode ser desastroso e um caminho sem volta", escreveu. Bolsonaro voltou atrás, ainda que tenha esvaziado parte das atribuições do Meio Ambiente com a transferência, por exemplo, do Serviço Florestal Brasileiro para a Agricultura. Dois anos depois, Gisele é econômica nas críticas diretas ao governo, mas diz que "as notícias sobre queimadas recordes no Brasil" a "entristecem". "O governo precisa desenhar uma política mais severa de combate ao desmatamento e de preservação das nossas florestas", pontuou a modelo, que é embaixadora da boa vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente desde 2009. Questionada sobre a onda de desinformação que tenta desacreditar dados científicos e tem impacto sobre o esforço dos ambientalistas para comunicar a urgência de medidas que mitiguem as mudanças climáticas, ela afirma: "Independentemente de você acreditar ou não no aquecimento global, uma coisa é fato e ninguém pode negar: os recursos naturais são finitos e a natureza leva anos, décadas, para regenerar aquilo que é destruído em minutos." Para ela, uma das maneiras de passar essa mensagem é mostrando a importância da natureza e tentando gerar mais empatia nas pessoas, para que tomem melhores decisões no futuro.
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